<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2394041120717375407</id><updated>2011-04-21T17:49:46.148-07:00</updated><title type='text'>NATAL 2008</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://armeniovasconcelos-natal2008.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2394041120717375407/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armeniovasconcelos-natal2008.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Arménio Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05978390638729212106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_636fMSE1PGA/SZ6Od24XA5I/AAAAAAAAA3I/tWHFmSIFJ_s/S220/vasconcelos.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>1</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2394041120717375407.post-2593736722887967690</id><published>2009-02-02T02:37:00.000-08:00</published><updated>2009-02-17T10:44:58.735-08:00</updated><title type='text'>A minha visão daquele Natal</title><content type='html'>A chuva caía incessante.&lt;br /&gt;Na quietude da casa casada com a Natureza, olhava pela vidraça a paisagem verde baça do arvoredo e o plúmbeo ar que escondia os céus, ouvindo os balanços sem retorno das águas que vinham dos montes e se agigantavam com as que caíam em bátegas estrondosas e traziam consigo os enormes grãos de saraiva.&lt;br /&gt;Era Inverno em Portugal, nas margens do Lis que deixara de sorrir e, submisso, se deixara vencer pelas forças dos elementos.&lt;br /&gt;Não se vislumbrava qualquer flor em toda a tela que só findava no horizonte e as montanhas encontravam-se cinzentas e encobertas pelas névoas que Éolo impelia na direcção do Oriente.&lt;br /&gt;Dia triste, mas com vida, aquele dia…&lt;br /&gt;Os meus olhos enfrentavam sobre a lareira onde as achas ardiam e no seu crepitar soltavam reluzentes chispas, mostrando-me as cores da alma e do Hades, um presépio: simples, calmo, luminoso, da cor da palha seca que amparava aquela Luz que se reflectia no alto sob a forma de estrela.&lt;br /&gt;Tudo se conjugava, neste cenário, como um só elemento, um só corpo, sereno e perfeito, na paz e no calor soprado pelos animais que junto d'Ele ruminavam, dispensando agasalho a cobrir aquele corpo que sorria: o do Menino-Deus que tanto iria padecer.&lt;br /&gt;E em ambas as direcções, antagónicas, de diferentes luz e paz, continuava eu, absorto, a dirigir o olhar para tudo compreender.&lt;br /&gt;Então, conversei com Ele e roguei-Lhe que mantendo-se a unidade e a sublimidade do presépio, a Natureza se acalmasse, o regato voltasse a ser cristalino e os montes mostrassem de novo a sua identidade.&lt;br /&gt;Sorrindo-me sempre, o Menino levantou ligeiramente a palma da sua mão que reflectia a luz da estrela situada no cimo do Seu presépio.&lt;br /&gt;Nada senti por momentos, nem onde estava nem o que via, até que debaixo das pétalas que voavam sobre todo aquele cenário, os meus olhos passaram a ver e a sentir a Natureza acalmada, a luz do Sol a cobrir os vales e as serras e, junto ao regato agora prateado e vestido de águas límpidas e de pedras lavadas, uma singela flor branca de corola ridente apontando na direcção da Luz e lançando-Lhe a sua fragrância inebriante e doce, mágica e sublime.&lt;br /&gt;É preciso conversarmos com o Menino-Deus. Crermos. Deixarmo-nos entrar no mundo encantado do irreal e na Sua companhia nos encontrarmos com a realidade que afinal é sempre calma, luminosa e musical.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tudo isto me aconteceu naquele Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tu, Amigo(a):&lt;br /&gt;Cerra as pálpebras. E sob o enlevo das "Bachianas" de Villa-Lobos, sorvendo os aromas das orquídeas que perpassam pela sala de visitas da tua alma, sentindo o crepitar do lenho, que antes acendeste, relembra aquele local e aquele momento em que a Natureza te maravilhou. Desperta então. Conversa com o Menino-Deus e verás sempre o que desejares ver, em todos os momentos e em todos os lugares, do Bem, do Belo e do Sublime.&lt;br /&gt;E, no fim, cumprida esta missão e terminada esta oração, independentemente das prendas, das lâmpadas multicores, e das inovadas árvores (que vieram substituir, sem eu saber porquê, o fascinante momento de correr para a lareira em busca do presente que o próprio Menino me trouxera pela chaminé, durante a noite…) te encontres contigo próprio(a) e com Ele e sintas uma verdadeira Felicidade neste e em todos os Natais.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É este o meu presépio&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Natureza inclemente&lt;br /&gt;Cinzenta e estrondosa&lt;br /&gt;Naquele momento&lt;br /&gt;A Poente do lugar&lt;br /&gt;Donde emanava a Luz formosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferentes cenários e sentidos&lt;br /&gt;Nas linhas do meu olhar&lt;br /&gt;São vales, montes, prados, rios e mar&lt;br /&gt;E aqui os animais, deitados, reunidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquecendo as palhas e o corpo débil&lt;br /&gt;Daquele Menino-Deus que sorria feliz&lt;br /&gt;Nos braços amorosos de Sua Mãe&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num amor Divino, rico e fértil&lt;br /&gt;No instante em que raiava a luz&lt;br /&gt;D'Aquele que tanto padeceria na Cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;NATAL de 2008&lt;br /&gt;O Arménio Vasconcelos&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5303839052737876210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_636fMSE1PGA/SZsFhHxJEPI/AAAAAAAAA24/MVefLG1UGys/s400/familia_toda.jpg" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2394041120717375407-2593736722887967690?l=armeniovasconcelos-natal2008.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://armeniovasconcelos-natal2008.blogspot.com/feeds/2593736722887967690/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://armeniovasconcelos-natal2008.blogspot.com/2009/02/minha-visao-daquele-natal.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2394041120717375407/posts/default/2593736722887967690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2394041120717375407/posts/default/2593736722887967690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://armeniovasconcelos-natal2008.blogspot.com/2009/02/minha-visao-daquele-natal.html' title='A minha visão daquele Natal'/><author><name>Arménio Vasconcelos</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05978390638729212106</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://3.bp.blogspot.com/_636fMSE1PGA/SZ6Od24XA5I/AAAAAAAAA3I/tWHFmSIFJ_s/S220/vasconcelos.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_636fMSE1PGA/SZsFhHxJEPI/AAAAAAAAA24/MVefLG1UGys/s72-c/familia_toda.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
